terça-feira, 9 de novembro de 2010

Krugman, padrão ouro e deflação.

Krugmam perde ótimas chances de ficar calado. Como todos os keynesianos, Paul Krugmam acredita cegamente que todos os problemas do mundo podem ser resolvidos com o governo gastando - como um loco sem preocupar de onde vem o dinheiro e no que está gastando - e apertando o botão do dinheiro no banco central. Einstein já dizia que fazer a mesma coisa todas às vezes e esperar resultados diferentes é, no mínimo, loucura. Talvez, como apenas um graduando em economia, seja eu o retardado. O que o FED está fazendo é fixar preços, os preços precisam cair, é isso que o mercado está dizendo. O problema não são as tendências deflacionárias atuais, o problema é que os preços de alguns ativos subiram demais sem qualquer fundamento real. Se o FED continuar a fazer o que está fazendo, o mercado forçara um nivelamento dos preços relativos, isto é, ao invés dos preços dos ativos podres caírem, todos os outros preços vão subir, ou seja, pode acontecer uma inflação massiva. Todo mundo sabe que a moeda é uma representação das riquezas, mas há alguns imbecis que acreditam que criar moeda é criar riqueza. Não há esta besteira de poças de liquidez, isso não passa da inflação monetária criada pelo FED. Neste artigo, Krugmam usa a mesma ladainha do Keynes sobre o padrão ouro, o chama de relíquia Barbara e afirma que isto não resolveria nenhum problema. Se o problema que ele acredita existir é a deflação, então não resolve mesmo. O problema é q a farra monetária do FED e a atuação imbecil do governo norte-americano incentivando o crédito barato, levaram a investimentos errados que só se justificavam com os incentivos artificiais. Uma vez que esses incentivos implodiram, a bolha estourou e mercado pressionou por uma queda dos preços destes ativos podres. Uma lição importante que aprendi no meu curso de introdução à economia, foi que fixar preços nunca é uma boa escolha, o mercado sempre vence e as conseqüências podem ser mais catastróficas. Outra lição importante que aprendi é que não há almoço de graça na economia, não há milagres como os keynesianos acreditam. O melhor que o governo norte-americano tem a fazer é ficar fora do caminho, diminuir gastos fortemente, diminuir impostos e diminuir a regulação para que o produto norte-americano recupere sua competividade. O FED deveria parar de tentar fixar preços, principalmente o preço dos juros. Outra coisa que tem me irritado profundamente é a imbecilidade de tentar resolver o problema da competitividade desvalorizando a moeda. As pessoas pensam que moeda valorizada é ruim, mas é justamente o contrário. Desvalorizar a moeda traz inflação e piora a situação de todos aqueles que não exportam. A melhor maneira de resolver o problema da competividade é melhorar a produtividade, diminuir impostos, regulações excessivas e corrupção.

10 comentários:

  1. vai tomar no seu cu!!!
    quem é vc para falar de um premio nobel de economia????

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  2. Keynes é economista mais influente da história,como um graduando como vc vem falar mal das ideias dele?

    Lúcio

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  3. ao anônimo que me mandou tomar naquele lugar:
    O nobel não é dado para os economistas com teorias certas. O principal critério para escolha é a influência do seu trabalho para a ciência econômica. Por exemplo, mesmo achando keynes um mané, eu acharia justissimo que obtivesse um nobel, ele foi influente demais. Outros economistas poderiam entrar nesta lista, como Kaldor, Sraffa e talvez o Kalecki.

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  4. Ao Lúcio:

    Certamente Keynes foi influente. Não o mais influente como vc defende.Seu argumento faz sentido, mas pense bem, muitas pessoas - muitos não economistas - falam mal do Adam Smith, o maior economista de todos os tempos. Por que eu não posso atacar as idéias de Keynes, no máximo, eu estou errado.

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  5. Ao Hans:

    Sou ultra-liberal mesmo. Quanto a ser tucano, dependendo do que vc quiz dizer, vc está certo.

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  6. kkkkkkkkkkkkkkkkk!!!
    é engraçado como o povo fica sensível quando a gente emite opinião sobre seus ídolos.
    eu não boto muita fé nesse discurso austríaco não, mas eu tenho que admitir que pouco argumento eu tenho pra te responder viu vei...
    posso fazer igual à galera, e te chamar de bambi!!! hehehehehe!

    no mais, faz falta uns comentários seus na sala de aula viu fi!

    abração!

    rodrigo

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  7. E o que fazer em uma nação que está dramaticamente desindustrializada, que não tem como mais para onde aumentar a produdividade, e onde a corrupção não é problema?

    Sem falar nos gastos astronômicos para manter a maquina de guerra (vulgo: hegemonia militar) de pé.

    "Inflacionar" a moeda parece ser a saída escolhida (e de mais confortável aplicação), em especial se considerar os trilhões de dólares que estão na mão de credores internacionais, e é claramente isso que eu estou vendo, veja a explosão dos ativos de reserva nos ultimos meses (ouro e prata, alem de outros metais nobres).


    www.especuladorfinanceiro.com.br

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  8. caro Flávio,se entendi bem disseste que a melhor opção seria a altamente liberal correto?tenho dúvidas a respeito deste assunto e gostaria de que me pudesse me esclarecer então qual a melhor forma de competir com o mercado chinês,senão desvalorizando a moeda americana há outra possibilidade? até porque o plano ecônomico chinês de certa forma acabaa prejudicando o nosso país já que somos um grande parceiro dos EUA? é mais ou menos por aí ou o que falei foi um monte de asneiras?kkk

    desde já mt obrigado,estou iniciando o curso de direito,mas me chama mt a atenção no que diz respeito à economia,gostei do seu texto,abraços!

    Juan!

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  9. Operações no cambio não resolvem, pois uma vez que o cambio desvalorizado fomenta as exportações, o pagamento recebido por es...tas tende a valorizar novamente o real. Assim, só é possível manter a competitividade baseada no cambio desvalorizado se o governo tiver condições de manter a situação comprando cada vez mais dólares. Dada à escassez de poupança interna, o governo não pode proceder como a China e tem basicamente duas opções: ou emite títulos e os vende ao banco central para usar esses reais para comprar dólares (insustentável pois o real não é moeda de reserva e a inflação seria brutal) ou arcar com os altíssimos custos fiscais de emprestar do público para comprar os dólares extras (o que vem fazendo hj, mas os custos de carregar reservas é brutal dado a grande diferenças entre os juros internos e aqueles recebidos nas melhores opções de esterilização). As outras tentativas de manter o real desvalorizado não passam de enxugar gelo. Enquanto os grandes BCs não terminarem o QE e os nossos juros não diminuírem a valorização não vai melhorar. Além de tudo, desvalorizar o câmbio diminui a riqueza real do país, uma vez que parte dessa tem a ver com o poder de compra do brasileiro em termos de produtos importados. Da mesma forma, impor tarifas às importações também não funciona, basicamente, por três motivos: como sustenta o teorema da assimetria de Lerner, em prazos longos, tarifas às importações são equivalentes às tarifas sobre exportações, pois o valor das importações se iguala ao valor das exportações (não faz sentido ter balança positiva eternamente e balança negativa muito menos); taxar importações não melhora nossa competividade em outros mercados (não podemos impedir os italianos de comprarem sapatos chineses para que comprem os nossos); colocar impostos diminui a competição e os incentivos às empresas nacionais para inovar e aumentar eficiência e produtividade. Este último ponto é muito claro para mim, não acho que a proteção para indústria nacional funcione de forma positiva. Muita gente parece acreditar que sim. Não q eu ache a situação da indústria nacional seja boa. Eu sei que o cambio é um sério problema. No entanto, vejo uma solução diferente. Cortar impostos da folha de pagamento pode ser uma saída enquanto as reformas e o investimento em infraestrutura e inovação não vêm (ideia do seu odiado Samuel Pessoa). Mas o governo precisaria cortar gastos também, do contrário teria que aumentar a divida (efeitos de crowding out, juros subiriam e atraíra ainda mais dólares) ou aumentar impostos (ruim também). As reformas são extremamente necessárias. Apenas não acredito nenhum pouco na capacidade do governo em coordenar as atividades produtivas. Resumidamente, eu não acredito que os formuladores de politica econômica são deuses na terra, isto é, são completamente racionais e detêm toda a informação necessária sobre todos os setores da economia e, assim, sabem exatamente quanto dinheiro precisa ser investido em cada projeto, em cada setor, tem uma capacidade de cognição infinita que os permite coordenar todos os projetos simultaneamente e o pior, o que os formuladores são isentos de qualquer propensão à corrupção e incapazes se utilizar as ferramentas que possuem para garantir popularidade e ganhar a próxima eleição (qualquer semelhança com os argumentos de Hazlitt não é nem de longe mera coincidência)

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