terça-feira, 15 de junho de 2010

Paul Krugman sobre as medidas ortodoxas.

Parece que o ganhador do Nobel de 2008 não está nenhum pouco satisfeito com a austeridade fiscal que está se desenhando nos países europeus.

Diz ele:
"...a reason to raise interest rates even in the face of high unemployment and incipient deflation..."

E dai??? Paul Krugman é tão perdido no seu vasto conhecimento que nem se preocupa em verificar o que a literatura tem a dizer sobre o assunto. Não é tão obvio assim que contrações fiscais levem à recessão e desemprego. São exemplos de experiências de “contrações fiscais expansionistas” a Dinamarca em 1983-86, a Irlanda em 1986-89, a Grécia em 1990-94 e a Suécia em 1986-87. Por outro lado, existem também exemplos de “expansões fiscais contracionistas” como a Suécia em 1990-93, a Finlândia em 1977-80 e 1990-92, a Suécia em 1977-79, o Japão em 1990-94 e a Austrália em 1990-94. A literatura mostra que existem condições específicas para que efeitos keynesianos prevaleçam, isto é, não é regra que diminuir gastos traz recessão e desemprego. Estou com preguiça de entrar no assunto, mas tem o problema das modificações na estrutura de produção acarretadas por manipulações, e se a estrutura criada a partir dos incentivos não for ótima no longo prazo? Eu respondo: será necessário um ajuste da estrutura, isto é, recessão!
Além disso aumentar os juros e cortar gastos agora pode diminuir a curva de juros de longo prazo( pasmem os pós-keynesianos!!!!).

O Krugman, se você tiver um tempinho livre, dá uma lida nesse paper?

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