domingo, 16 de maio de 2010

A solução de Keynes.

" Se — por qualquer razão — a queda da taxa de juros não puder
ser tão rápida quanto a queda da eficiência marginal do capital de-
terminada por uma acumulação correspondente ao que a comunidade
preferiria poupar a uma taxa de juros igual à eficiência marginal do
capital em situação de pleno emprego, então mesmo um desvio do
desejo de guardar riqueza para a aquisição de bens que, de fato, não
produzirão nenhum fruto econômico, aumentará o bem-estar econômico.
O dia em que a abundância de capital venha a interferir com a abun-
dância da produção pode ser postergado à medida que os milionários
encontrem satisfação em edificar vastas mansões para nelas morarem
enquanto vivos e pirâmides para se recolherem depois de mortos, ou,
arrependidos de seus pecados, levantem catedrais e dotem mosteiros
ou missões no estrangeiro. “Cavar buracos no chão” à custa da poupança
não só aumentará o emprego, como também a renda nacional em bens
e serviços úteis. Contudo, não é razoável que uma comunidade sensata
concorde em depender de paliativos tão fortuitos e freqüentemente tão
extravagantes, quando já sabemos de que influências depende a de-
manda efetiva. "

Como somos burros. Porque estamos preocupados com a crise?? Segundo o grande Keynes, a solução é cavar buracos e assim aumentar o emprego e a renda!!

O keynesiano acredita que a chave para a prosperidade econômica de longo prazo é a gastança - e se isso exigir déficits governamentais, que assim seja. Para o keynesiano, não importa quem irá gastar o dinheiro, nem de onde vem o dinheiro e nem em que ele será gasto. Os seguidores de Keynes acreditam que a estrutura produtiva da economia é um mero detalhe. Posso estar muito enganado, mas acredito que a produção venha antes do consumo!


O trecho foi extraído da Teoria Geral, pag.216 da edição Os Economistas.

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