segunda-feira, 26 de abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

RESENHA: A LÓGICA DO CISNE NEGRO.

Tiver que ler esse livro e estou postando a resenha que precisei fazer.

Antes da descoberta da Austrália, a verdade era de que havia apenas cisnes de cor branca. Cisnes negros eram impensáveis, simplesmente por que nunca haviam sidos vistos até então, ou seja, o mundo acreditava que a não possibilidade de provar algo implicava simultaneamente a sua inexistência.
O autor usa essa história como uma analogia para identificar outros cisnes negros no mundo. Há diversos eventos no mundo que podem ser descritos como cisnes negros. O Google, os atentados das torres gêmeas em 2001, o Youtube, o crack de 1929, a crise do subprime, a Grécia campeã da Euro 2004 e queda das bolsas em 1987 são exemplos de cisnes negros, isto é, eventos tidos, a priori, como altamente improváveis, mas depois que aconteceram, mudaram totalmente a compreensão das pessoas sobre o mundo.
Basicamente, com a historinha do cisne negro, o objetivo do livro é chamar a atenção para fato de que os eventos tidos como altamente improváveis são na verdade muito mais prováveis e que, quando acontecem, causam forte impacto. Usando isso como um axioma, Taleb parte para o ataque contra a sabedoria convencional que não se previne contra a possibilidade de algo que parece ser muito improvável. Crítica desde pessoas que não acreditam na existência de ETs porque ainda não viram um, até a famosa curva de Gauss, a curva de distribuição de probabilidades normal.
A arrogância do autor é irritante. Ele usa exemplos dos mais idiotas para corroborar com a sua teoria. Vemos no livro desde uma autora que teve em seu livro um sucesso absurdo mesmo depois que muitas editoras se recusaram em publicar a obra até a crise de 2008. Taleb critica duramente aqueles que acreditam que podemos usar o passado para modelar as probabilidades de eventos. É imbecil o financista que usa modelos de probabilidade para modelar o risco e tomar decisões a partir de seus resultados, é também imbecil o garoto que não acredita que um gato não possa latir, somente porque nunca viu um que fizesse isso antes.
Há diversos problemas com a análise feita no livro. O autor parece desconhecer a lei dos grandes números, que diz que a proporção de um evento tende para seu valor esperado quando a amostra aumenta infinitamente. Por exemplo, ao jogar um dado honesto, a proporção esperada de que o número 6 caia virado para cima é de 1/6, mas se jogarmos o mesmo dado cinco vezes e em todas estas o número 6 aparecer para cima, não podemos dizer que o evento cinco vezes o seis virado para cima é um cine negro. Por quê? Simples, a própria definição de probabilidade prevê isso. A probabilidade de que obtenhamos em cinco jogadas, cinco vezes o seis virado para cima é de 0, 0128560082%, pela lei dos grandes números isso indica que se jogarmos 100.000.000 o jogo “jogue o dado cinco vezes”, o número esperado do evento cinco vezes o seis virado para cima será 12.860. Então se você jogar o mesmo jogo em questão, não ache que o evento cinco vezes o seis virado para cima é um cisne negro só porque você o conseguir logo na primeira tentativa, tente no mínimo 1.000.000 de vezes antes de afirmar isso.
O exemplo do dado é interessante porque possui duas características extremamente interessantes:
• Aleatoriedade: é impossível saber, a priori, qual é o resultado antes de que ele aconteça;
• Independência dos eventos: o acontecimento de um evento não altera a probabilidade de que o mesmo evento aconteça posteriormente, no caso do dado, se o seis aparecer em uma jogada, a probabilidade de que o seis apareça novamente na próxima jogada continua a ser 1/6.
O autor parece não saber que todos os modelos de distribuição de probabilidade só são totalmente válidos se essas duas propriedades se verificarem. É verdade que mesmo quando na quebra dessas propriedades podemos ainda obter resultados consistentes, mas para se só será possível em duas situações:
• Quando a não aleatoriedade e a não independência são fracas demais para causar sérios problemas.
• Quando conhecemos a natureza da perturbação e podemos assim modelar e incorporar a fonte de erro à distribuição, construindo um modelo de probabilidade condicional.
Vejamos como os exemplos do autor se saem quanto às propriedades acima. Abalos econômicos certamente não são aleatórios e nem independentes, um pouco antes do estouro da bolha em outubro de 2007, todo mundo já sabia o que isso iria acontecer (se você está se perguntando por que então ninguém impediu, a resposta é simples, economia é complexa demais e estamos longe de saber reverter situações como aquela a tempo), a independência também não se verifica no caso, as crise econômicas do passado com certeza nos ensinaram muito, e ajudaram a modificar a probabilidade de que o evento acontecesse.
Um atentado terrorista no nível do que ocorreu em 2001 é um evento aleatório, não da para saber, a priori, se vai ou não acontecer. A independência com certeza não se verifica para esse evento, já que é claro que o acontecimento muda a probabilidade de que o evento aconteça no futuro, pois mais segurança será deslocada para evitar o evento.
Há ainda outros problemas nos exemplos do autor. O crack da bolsa em 1987 era totalmente inesperado, baseado nos modelos de probabilidade a partir dos resultados diários da bolsa, a probabilidade de que a bolsa caísse tanto quanto caiu era menor do que a probabilidade de você jogar para cima um monte de areia e pegar exatamente o grão de que você queria, ou seja, praticamente impossível. Além de se preocupar com as propriedades citadas acima, podemos verificar outro problema, não é, mas podemos vê-lo como um problema de amostragem que prejudica a validade externa do modelo. Você não pode construir um modelo estatístico para o consumo no Brasil e esperar que o modelo seja bom para prever o consumo na Nova Guiné, ou seja, você não pode assumir que todo o modelo tenha uma válida externa. O principio é o mesmo para o crack de 1987, as decisões de investimento se diferenciam entre aquelas tomadas com base na conjuntura econômica e aquelas tomadas com base somente em modelos estatísticos, ou seja, uma pessoa pode investir em uma empresa sem nem conhecer o ramo de atuação, se baseando apenas no que o modelo prevê. Taleb se esquece de que a previsão se baseia na amostra, e nessa não havia dados sobre uma queda tão grande anteriormente. Enfim, é errado cobrar de um modelo que ele preveja corretamente um evento para o qual ele não foi alimentado anteriormente, ou seja, cobrar a válida externa dele. Um exemplo simples disso ocorre com modelos de previsão de consumo com base na renda, se você tem na sua amostra apenas rendas que vão de 10.000 até 25.000 reais, você não pode cobrar que seu modelo preveja bem o consumo de uma pessoa com renda de 5.000.000 de reais. Sendo assim, o fato de que a bolsa teve um crack totalmente inesperado em 1987, não significa, nesse caso, que isso é um cisne negro.
Se você está se perguntando se eu não estou dizendo a mesma coisa que o Taleb disse, que há problemas nos modelos de previsão, você está parcialmente certo. A diferença está no que eu acho ser o principal problema do livro, ele sugere que joguemos fora nossos modelos e passemos a tomar decisões com base no inesperado. Estatisticamente, deveríamos pressupor que os eventos extremos são mais prováveis do que são e incorporar isso em nossas decisões de investimento, de segurança nacional, de resultados esportivos, composição de portfólios, os editores deveriam publicar todos os livros e por ai vai. O autor não leva em consideração que o modelos estatísticos, mesmo com seus problemas, são o melhor que podemos fazer, isso significa que não importa que não estejamos certos em todas as vezes, importa que na média estejamos certos e que o resultado médio seja favorável. Imagine que sigamos o conselho do autor, todas as vezes que formos investir, devemos investir nos projetos que parecem inúteis, não devemos viajar mais de avião, pode haver um terrorista mal intencionado na tripulação. A ineficiência de agir se precavendo dos cisnes negros traz, com certeza, um custo maior do que seria se nos preocuparmos com o que conhecemos e nos sujeitar, eventualmente, a eventos inesperados.
Basicamente, o autor está criticando a sabedoria convencional por não ter iniciativa de fazer coisas como: construir um sistema de defesa contra uma invasão alienígena; ordenar que todas as casas sejam mais fortes que um tanque de guerra, pois se um avião cair na sua casa, você não vai morrer; ordenar que todo mundo ande com um sistema de para-raio, se você for atingido por um raio, não vai morrer; ordenar que todo mundo compre uma vestimenta de guerra, pois assim você não morrerá por uma bala perdida. Se seguíssemos o conselho de Taleb, teríamos de fazer muitas outras coisas idiotas.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

BRAZILNOMICS - Dividindo o custo, mas não o benefício.

Inauguro hoje a série BRAZILNOMICS para expor alguns fatos que após mais de três anos de graduação e muitos manuais de economia, não consigo sequer pensar em uma explicação racional. Começo a pensar que o motivo pelo qual vejo tanta coisa que me parece estranha é que até hoje usei apenas manuais de autores estrangeiros, e estes tendem a ter exemplos e estudos de casos de seus respectivos países. Muitos brasileiros dizem que o Brasil é um país especial. Começo a acreditar que sim, é tão especial que nem o mainstream econômico consegue explicar.
O sistema tributário brasileiro é abominável. Um monstro antigo, gordo e ineficiente que foi desenhado para extrair o máximo possível da população, sem se preocupar com os efeitos redistributivos e as distorções de incentivos. Muitos podem argumentar que o sistema foi feito muito tempo atrás e que a reforma, se acontecer, irá resolver os problemas. Cada vez mais desconfio dessa teoria, cada vez mais os governos se prestam a interferir na economia sem se preocupar com os efeitos de longo prazo.
Penso que o Estado ideal é o menor possível, ou seja, aquele que se presta apenas a garantir a propriedade privada e a prover bens públicos de qualidade e com eficiência. Penso assim porque acredito que as falhas de governo trazem ainda mais externalidades que as falhas de mercado e também que a mão invisível funciona melhor no jogo econômico do que no jogo político. Os políticos que detém as forças econômicas em suas mãos sempre as usarão para atingir seus objetivos, o máximo possível de votos não importando as conseqüências econômicas.
Mesmo acreditando no livre mercado como melhor forma de alocar os recursos, acredito também que algumas medidas redistributivas possam ser defensáveis, pois o tradeoff entre eficiência e equidade existe. Auxílios condicionais à educação, saúde e alimentação podem não ser economicamente bem vistos, mas tem seu valor como política social. Não concordo com o Bolsa Família, mas entendo os motivos de sua implementação. Impostos da população mais rica são transferidos para os mais pobres em formas desses benefícios, ou seja, os ricos consomem menos para que os pobres tenham condições melhores de vida. É difícil negar que haja certa nobreza nesse ato.
Pois bem, aqui está o que me motivou a inaugurar essa série. Pensando na arrecadação de impostos como um jogo de soma zero, ou seja, se alguém paga menos, outro tem que pagar mais, o governo está socializando a cirurgia plástica! Isso é inaceitável. Alguém pode descobrir algum argumento de nobreza neste ato? Quer dizer que se um maridão quiser turbinar a esposa, devemos todos pagar por isso. Peitos, bundas, abdomens e tudo mais, devemos dividir, sem ao menos aproveitar do beneficio. Alguém com a mulher turbinada vai nos olhar na rua e dizer:
_ Ei otário, olha como ficou bom o que você me ajudou a pagar!
Não há argumentos econômicos e nem morais para que isso seja implementado. Aliás, todos os argumentos que consigo pensar são contrários. Poderíamos comprar um livro ao invés de pagar pelo silicone de alguém que nunca vimos e hoje em dia já há toda uma discussão quanto aos motivos que levam uma pessoa a se submeter a uma cirurgia plástica. Será que nem a lei da demanda faz efeito no Brasil? Com a plástica mais barata, mais pessoas irão procurar o procedimento. Sendo assim, podemos esperar mais casos de erros médicos, mais pessoas procurando açougues para fazer a operação e mais dos muitos malefícios da estética que já são problemas hoje em dia.
Agora, uma previsão minha: Um Nobel será dado ao economista iluminado que explicar racionalmente, como funciona o BRAZILNOMICS.

terça-feira, 20 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Lucas e as expectativas racionais.

Protestos contra queda de impostos e aumento de gasto público??
Para muita gente parece estranho, no Brasil com certeza que nunca veremos isso. Acontece que o nobel Robert Lucas estava certo, as pessoas tem expectativas racionais.

"And President Obama said at a Democratic National Committee fundraiser Thursday that Tea Party activists should "be saying thank you" to him for the tax cuts passed by his administration."

No mundo todo, os esquecidos livros textos keynesianos foram reabertos para sanar a crise. Acontece que o principal motivo pelo qual a teoria keynesiana está furada é porque ela parte do pressuposto que o agente econômico é retardado, incapaz de processar as informações disponíveis. O exemplo do protesto nos EUA prova que as pessoas são racionais, sabem que a expansão fiscal vai ter de ser paga no futuro, ou seja, a partir da ação do governo, formaram expectativas racionais.

domingo, 18 de abril de 2010

E a Dilma? Ahhh a Dilma..."para que mentir".

Os petistas enchem a boca para falar que Lula foi presidemte mesmo sem nenhum diploma. Pois bem, esse fato leva a crer que os petitas acreditam que estudos acadêmicos são dispensáveis para a vida política. Por que então a ex ministra precisou mentir sobre sua formação em economia???? A farsa só apareceu porque o reitor da Unicamp fez questão de informar à mídia que ela não havia feito doutorado na universidade de Campinas. Para amenizar a situação, Dilma mentiu de novo, disse que era mestrado, de novo a Unicamp soltou uma nota dizendo que a Candidata do PT não havia completado sua tese. Não dá para entender os petistas.

Becker - Vivo musicalmente!.



Sorte nossa que Jason é especial demais até para a doença que ele desenvolveu. Ele continuou vivo musicalmente. Minha música favorita do Becker.

Dennis Bergkamp - The Iceman.

Sou fanático por futebol desde a copa de 1998, e foi nessa copa também que se iniciou minha admiração pelo futebol holandês. A copa de 1998 foi com certeza à melhor que já acompanhei. Tinha apenas nove anos, mas lembro muito bem de grandes confrontos como: Holanda X Argentina; Brasil X Holanda; França X Paraguai; França X Itália; França X Croácia. Um jogo em especial ficou na minha memória, o dois a um da Holanda em cima da Argentina nas quartas de final. Lembro-me de ter aprendido nesse jogo, que todo brasileiro de verdade odeia a Argentina. Torcemos para que eles não ganhem nem no par ou ímpar. Já tinha visto jogos da Holanda na copa, como a goleada em cima da Coréia do Sul e o difícil jogo contra a Yugoslávia nas oitavas de final, e percebi que havia no time holandês, um jogador especial. Dennis Bergkamp chamava a atenção por sua técnica apuradíssima e por sua inteligência fora do comum. Pois bem, lá estava eu torcendo contra a Argentina, o jogo estava difícil, Kluivert havia aberto o placar, mas a Argentina empatou em falha incrível da defesa holandesa, quando aos 43 do segundo tempo, Frank de Boer lança uma bola quase da grande área para o campo de ataque, na jogada apenas Bergkamp contra Ayala, o holandês mata a bola com uma habilidade incrível, dá um corte no argentino, que até hoje está procurando a bola, e chuta com extrema precisão no canto do goleiro. Um golaço, em minha opinião, o mais bonito daquela copa. Foi ai que começou minha paixão por futebol, e pelo futebol holandês em especial. Passei a acompanhar de perto o futebol europeu em geral, pobre do meu tio, que me agüentava na casa dele todos os finais de semana para assistir os canais a cabo.
Dennis Bergkamp foi o jogador mais espetacular que já vi jogar. Sim, vi Zidane, Ronaldo, Ronaldinho e Messi, e ainda penso que o holandês era melhor. Sei que o Iceman não tem tanta fama como os outros que citei, mas isso não importa. Aliás, isso é assunto para um futuro post. Para quem acha que ter um título de copa de mundo significa ser melhor que um jogador que não o tem, só quero dizer que isto significa dizer que Pirlo é melhor que Zico, Luca Toni é melhor que Van Basten e outras mentiras. Então pense bem antes de dizer coisas do tipo: Pelé é muito melhor que Maradona, ele ganhou três copas; Romário foi melhor que Van Basten, ele ganhou uma copa.


Vejam do que Dennis Bergkamp era capaz.

O gol mais feito do ano.



Como ele conseguiu não fazer o gol??

Aos ufanistas brasileiros.

O brasileiro se acha demais, para muitos somos o país do futuro. Essa idéia existe desde a época do ultra nacionalista Getúlio Vargas. Nacionalismo é uma doença no Brasil, impede a muitos de ver a verdade sobre a necessidade de mudança nos rumos. O país precisa de reformas profundas se quiser ser uma potência algum dia. Essas reformas começam na educação básica, um setor que parece estar esquecido na memória de nossos políticos. Para os partidários de Policarpo Quaresma, aqui está uma boa leitura.

Matéria de Carlos Pio - Instituto Millenium


Aprendemos a pensar o Brasil como gigante adormecido. O mito nos diz que o sucesso está garantido pela grandeza dos nossos recursos naturais, humanos e culturais. Mas, como nossos cidadãos e empresas relutam a tomar as rédeas dos processos políticos e econômicos necessários para transformar essas dotações em capital, o governo precisa dar um cutucão no gigante por meio da elaboração de um “projeto nacional de desenvolvimento”. Nessa visão alegórica, o projeto alteraria as leis, regulações e políticas públicas vigentes para direcionar os esforços da nação para atividades e setores econômicos escolhidos pelos sábios políticos e técnicos do governo.

Há vários problemas com esse mito. Primeiro, o governo não é um agente onipotente e benevolente. Segundo, o governo opera sob fortes restrições: recursos e informações escassos; pessoal desmotivado e difícil de controlar; divergências entre os principais políticos e técnicos sobre o que e como fazer; pressões políticas; limitações jurídicas; pressões internacionais — de outros governos, de agências multilaterais e de investidores. E terceiro, não há consenso na sociedade sobre a direção a seguir para prosperar.

Visto sob esse prisma, a alegoria ganha novas e importantes dimensões: ninguém sabe ao certo como cutucar o gigante; é possível que os cutucões sejam inconsistentes; quem vai cutucar o gigante tem interesses próprios e vai querer se aproveitar de sua posição privilegiada.

Outro problema essencial do mito do gigante adormecido é que ele realmente supõe que o gigante existe e que pode e quer ser despertado. Ou seja, supõe que somos realmente dotados de recursos naturais, humanos e culturais invejáveis e que faremos tudo para transformá-los em capital. Mas será isso verdade?

Não parece haver muito o que questionar quanto aos enormes volumes de terra agricultável, clima adequado e recursos naturais (minérios, água doce, fontes de energia limpa, etc.) disponíveis para o progresso econômico da sociedade brasileira. Dou esse ponto de barato.

Somos 190 milhões de brasileiros, a maior parte dos quais jovem e saudável. Mas a qualidade dessa mão de obra não dá inveja a muita gente. Menos de 60% dos jovem concluem o ensino médio e mesmo os que terminam ficam muito aquém dos estrangeiros quando se analisa o que realmente aprenderam na escola. Baixo capital humano tem impacto negativo sobre a produtividade da economia, o que implica numa exploração ineficiente dos recursos disponíveis, além de limitar o pool de talentos necessários para promover setores econômicos desvinculados das dotações de recursos naturais, como indústria e serviços.

Quanto às vantagens culturais, o que mais importa para o crescimento de longo prazo é a ética do trabalho, o respeito à propriedade e aos contratos, a propensão à poupança e ao investimento sob risco. Não me parece haver dúvidas de que nossa grandeza nesses quesitos está claramente inflacionada.

Juntando as duas pontas — governo algum é capaz de cutucar um gigante adormecido de forma eficaz e eficiente, de um lado, e o gigante nem é tão grande assim, de outro — temos que é fraudulento e deseducador o debate político construído sobre uma noção autocongratulatória do destino de nossa sociedade e a necessidade de que o governo a dirija por meio de um amplo “projeto de desenvolvimento”.

Para crescer mais e de maneira socialmente mais includente, o que o Brasil realmente precisa é que se desconstrua o mito do gigante adormecido. E, para isso, carecemos de um discurso republicano e liberal que apresente à sociedade os custos reais que precisam ser pagos para promover a prosperidade de cada indivíduo e do conjunto de nossa sociedade. As linhas gerais desse discurso são as seguintes:

1. A prosperidade só se alcança quando cada indivíduo e cada empresa se dispõem a produzir mais e melhor, e a investir seus próprios recursos no aumento de sua capacidades para produzir bens e serviços de mais valor;

2. O papel do governo é prover os melhores incentivos para que cada um prospere, por meio de oferta de bens coletivos como garantias à propriedade e aos contratos (segurança, polícia e Justiça eficazes); melhoria da qualidade do ensino fundamental e universalização do ensino médio; tributos, juros e inflação baixos; ampla liberdade de comércio, interno e internacional; quadro regulatório estável que favoreça oferta privada desses e de outros bens coletivos (mormente infraestrutura);

3. Para que o governo seja capaz de cumprir essa ambiciosa agenda mínima, é fundamental elevar a produtividade da administração pública, minimizando a influência política e elevando a importância do mérito individual nos processos de seleção, divisão do trabalho, remuneração, ascensão e demissão dos funcionários públicos; é também fundamental flexibilizar a gestão do orçamento público, abrindo a possibilidade de eliminação de programas e redirecionamento dos gastos para realizar as prioridades elencadas no item 2, acima; por fim, é essencial aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização e controle sobre o exercício do poder público pelos governantes, submetendo-os aos rigores da lei e punindo-os sempre que dela se desviarem.

Alguém acha que esse discurso pode vingar no país?

(”Correio Braziliense”, 15/04/2010)

sábado, 17 de abril de 2010

E a Dilma? Ahh a Dilma..... "olhos nordestinos".



“O Brasil sempre olhou o Nordeste com olhos brasileiros. É chegada a hora do Nordeste olhar pro Brasil com olhares nordestinos”.

Não há palavras para descrever o dilmês, o melhor que consigo é: a arte de falar muito sem dizer nada, mas sempre parecendo que está dizendo algo importante e agradando a todos na platéia, não importa onde estiver.

A candidata disse o que todo mundo sempre soube: o bolsa-familia foi feito para o nordestino.

E a Dilma?...Ahhh a Dilma...."o couro duro."



Depois de vir encher a paciência dos mineiros, a candidata Dilma levou seu português rebuscado para a terra tri-legal.

É incrível, a ex ministra não consegue montar uma única frase com sentido. O bom é saber que se ela ganhar (batendo na madeira três vezes), teremos uma presidente de couro duro, que não liga para pesquisas(mas que solta muitos perdigotos para dizer o quão bem o Lula se sai em pesquisas), que só importa com a pesquisa máxima. Além de dizer muito sem dizer nada, a ex ministra não sabe que o contrário de duro é mole e não leve.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

O que Keynes diria??

Entrevista com a maior autoridade em Keynes(segundo o entrevistador) sobre o que o próprio Keynes pensaria dos economistas atuais.

video

"... o foco deveria ser a Economia e não a dívida do governo..."

Será que é possível separar as duas coisas??

Influência muito antiga no clima.

Em matéria publicada na Scientifican American Brazil de abril de 2005, Willian F. Ruddiman sugere que o homem já interfere no clima muito tempo antes da nossa era industrial.




segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mankiw - Crise financeira.














Prestem atenção no que Mankiw diz por volta 2:00.

"... eu penso que a idéia de que nós vamos prevenir esse tipo de coisa é um pouco otimista demais...".

As pessoas veem o Estado como um orgão próximo da perfeição, pensam que não existem falhas de governo, somente o mercado falha. Eu penso que a atuação dos governos contra a crise foi ERRADA e o pior nem é isso, a crença de que o governo pode resolver os problemas melhor do que o mercado ganhou força após a crise, tenham certeza que isto vai trazer péssimos resultados no longo prazo. O governo estaria certo em apenas uma situação, se keynes estivesse correto em afirmar que no longo prazo, todos estamos mortos e também em afirmar que o ser humano é burro, idiota e retardado, incapaz de processar qualquer informação. Como grande parte da teoria keynesiana está furada, o governo só piorou a situação.

Qualquer dia eu escreve porque eu acho que os governos fizeram merda.

domingo, 11 de abril de 2010

Feeling e Técnica

E ainda tem uns imbecis que acham que é impossível que o feeling coexista com a técnica numa mesma música. Esse vídeo prova que não há um dilema entre feeling e técnica.



Ainda vou escrever um post para os imbecis que gostam de menosprezar um músico por falta de feeling, esses são os mesmos que dizem que uma música é melhor que outra porque a primeira é mais "legal".

Pat Metheny

Uma vez tive que fazer uma condução de baixo para essa música. Eu deveria ser processado pelo sacrilégio que cometi.

Tudo no baixo.

Impressionante ver a capacidade desses baixistas em executar com tamanha proeza todas as funções em uma música. A harmonia e a melodia, que geralmente não são funções do baixo em uma música, são de uma complexidade absurda. Aproveitem o poder do baixo.


É estranho ver esses caras tocando, no meu baixo as notas que eles executam parecem diferentes. Harmônicos não saem nem um pouco parecidos aos que o Steve executou.
Porque será?

Vale a pena assitir esse video também. Steve Bailey é o primeiro baixista que vejo usando overdrive em um fretless e acho que desde Cliff Burton, nunca gostei tanto da performance de um baixista usando overdrive quanto gostei da performance do Bailey. Parabéns para ele, ficou muito bom. Parece que ele ta usando um oitavador também. Não vou nem comentar sobre os slaps do Wooten, foda demais para minha compreensão.


Mitos sobre a China.

Muito tem se falado da China nos últimos tempos e alguns mitos foram criados.

Há outro mito que o autor não citou. A China vai manter o regime político atual por muito mais tempo.

Este blog pensa que é impossível para o partido comunista manter o controle sobre uma classe que está se tornando muito forte economicamente. Podem ter certeza, nos próximos anos hávera muita instabilidade política na China.

Lula no Canal Livre.















sábado, 10 de abril de 2010

O famoso superávit.

Nos últimos anos tem sido muito comum o anúncio de superávits primários. O governo e os petistas por todo o Brasil têm soltado muitos orgulhosos perdigotos sobre os méritos que o Lula tem nisso.
Para começar, as metas de superávit foram aconselhadas pelo FMI como forma de amenizar o problema fiscal do governo brasileiro. Vale lembrar que o PT sempre foi contra as medidas do FMI e que sempre coordenou protestos da massa trabalhista contra as medidas tidas como contracionistas e elitistas, mas isso é assunto para outro post.
Antes de continuar, quero deixar muito claro que sou totalmente A FAVOR das metas de superávit, que traz enormes benefícios à economia, como a confiança de investidores e consequentemente dinheiro a juros menores. A minha intenção é destacar como o governo abusa da falta de esclarecimento da população fazendo propaganda sobre um fato, sem dizer toda a verdade e usando isso como medida de sucesso de suas atuações.
Basicamente, o superávit primário é o dinheiro que o governo economiza para pagar os juros da dívida pública, sim o governo também tem que pagar o que deve! Essa economia do governo é então sua receita (impostos) menos seus gastos (compras, pagamento de salários, etc..). Enfim, se há o superávit primário é porque o governo gasta menos do que arrecada, é ai que está o abuso da desinformação da população. Os brasileiros ficam felizes em saber de que para cada um real que entregam ao governo em forma de impostos, uma quantidade menor de dinheiro retorna para a sociedade. Em qual planeta isso seria motivo de felicidade?
Alguns devem estar se perguntando:
_ Sim, mas pelo menos o superávit primário é suficiente para pagar os juros da dívida, não é?
Não, não é. Os juros da dívida são maiores que o superávit primário, há um déficit nominal. A conseqüência disso é que a dívida está aumentando e o governo precisa refinanciar nos mercados de crédito.

E a Dilma? Ahh a Dilma..... "a ameaça".

Não disse que a Dilma me daria muitos motivos para escrever aqui?
Pois bem, aqui está outra pérola.


" O meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável.."

Na mídia esse fato circulou como um mero ato falho. Eu discordo. Acho que ela tentou dizer alguma coisa, só não faço idéia do que é. Preciso, urgentemente, de um curso de dilmês , será que existe??

E a Dilma? Ahh a Dilma!!......"lobo em pele de cordeiro"

Quando criei o blog já tinha intenção de comentar as pérolas da nossa possível futura Presidente (batendo na madeira 3 vezes). Mas achei que seriam tantos os motivos para escrever no blog que cheguei à conclusão de que ficaria sem título para os posts. Minha solução é inaugurar uma seção com posts sobre a Dilminha com o nome de "E a Dilma? Ahh a Dilma..." e no final coloco um pouco do assunto a ser discutido.

Hoje vou discutir um pouco das besteiras ditas pela ex Ministra em sua visita à Minas Gerais.

“Quem da oposição quiser se passar como sucessor do governo Lula não sendo é um lobo em pele de cordeiro”.

Essa é uma daquelas frases que você tem que parar para pensar. Não pela complexidade do significado, mas pelo português estranho. Dilma recorre ao uso de fábulas para dizer que a oposição quer se passar por sucesso de Lula, será mesmo? Eu acho que eles querem suceder o Lula e não se passar pelo sucessor do mesmo, e ainda querem suceder no sentido cronológico, ou seja, querem ser o governo depois do atual, e não sentido que eu suponho que esteja escondido no português estranho da candidata.

“O que eu chamei de lobo em pele de cordeiro é quem criticava até ontem e hoje não critica mais. Lobo em pele de cordeiro é uma expressão bíblica, que das pessoas caracterizam o que elas não são. Um cordeiro pode se vestir com uma pele bem branca e estar com as patas afiadas.”

“O que eu chamei.... é quem criticava...”
É o que ou quem? Não sei também. De novo um português rebuscado.

“Um cordeiro pode se vestir com uma pele bem branca e estar com as patas afiadas.”
Mas não era o lobo que se vestia de cordeiro? Agora é o próprio cordeiro que põe uma pele branca de cordeiro? Será que o primeiro não tinha a pele branca o suficiente?
Difícil entender o português da Dilma. Agora que tentei eu próprio explicar as falas da candidata do PT tenho certeza de que Celso Arnaldo está completo de razão. Qualquer tentativa de explicar o que a Dilma fala irá parecer ainda mais estranha do que a fala original. Será que é uma tática dela? Dificultar a ação de seus críticos?
Por que se for, está funcionando muito bem.

Só para esclarecer, não estou criticando a Dilma porque ela não sabe definir um agente da passiva ou um complemento adverbial de tempo (sei lá se existe isso), o problema é a confusão existente nas falas da candidata do PT.

O mais bairrista da história.

A internet é uma maravilha!! Você se diverte mesmo quando está procurando notícias sobre futebol. Vejam o que eu encontrei, já vi muitos comentários bairristas, principalmente quando vejo jogos internacionais na Band (doutor Osmar e Neto falam cada coisa!!), mas o comentário desse Washington Fazolato ganha de todos.

Jornalistas não deveriam ser imparciais??

Besteira de gente grande.

Quando pessoas imbecis falam asneiras nós até que relevamos. Na verdade quando pessoas como Dilma Roussef, Lula, Mantega e outros por ai usam de suas sabedorias sobre algum assunto, nós até achamos engraçado, como se fosse piada. O problema é quando gente grande fala besteira, cria uma dúvida sobre se o motivo pelo qual achamos que é besteira é que somos nós os retardados. O indivíduo em questão é o presidente do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Marcio Pochmann.


Leia a matéria na integra.

O único meio viável dessa mágica acontecer e o padrão de vida permanecer o mesmo é a produtividade do trabalho aumentando desgraçadamente, mesmo que isso fosse possível, nem os trabalhadores aceitariam, seria possível até ver greves por mais tempo de trabalho. Os trabalhadores nunca desperdiçariam tamanho aumento de produtividade somente com lazer, pois o custo deste é agora muito maior também. Enfim, tal situação é simplesmente impossível.
Será que o Pochmann também sabe fazer uma bola quadrada??


A matéria é antiga mas ele ainda é o presidente do IPEA.

G3 - Satriani, Vai e Malmsteen

Nem preciso falar nada. Azar de quem ainda não conhece.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A farsa do aquecimento global.

É frustante imaginar o quão pouco sabemos sobre o mundo. Especialistas de todas as áreas podem muito facilmente nos fazer acreditar em quase qualquer coisa. Até pouco tempo atrás o aquecimento global por meio da ação do homem era um fato, uma unanimidade, fatos recentes nos levam a crer que a história não é bem assim.
Aqui está a entrevista do Professor Luiz Carlos Molion, uma das maiores autoridades brasileiras sobre o assunto.

Para nós que não entendemos nada de climatologia é difícil julgar o que está certo e o que está errado.
Se alguém vai argumentar que é tudo uma farsa patrocinada por empresas poluidoras, tudo bem, é uma hipótese, mas só peço que assita antes.

Nunca acredite piamente em um especialista, principalmente se for economista.












Talento absurdo.

Vejam o talento absurdo desse moleque de 16 anos. Acho que nunca vi alguem em nivel tão avançado com tão pouca idade. Seu estilo lembra muito o Virgil Donati principalmente no padrão rítmico, desacelerar e acelerar em um rítmo tão complexo é para poucos.



Também temos um prodigio da bateria no Brasil. Quantas vezes vocês acham que o Eloy Casagrande assitiu a "Hight Perfomance Drumming" do Deen Castronovo??

Marcha Turca - Transcrição.

Já vi muitas transcrições da magistral Marcha Turca para violão, mas essa é com certeza a melhor. Aproveitem.


Só achei que não combinou muito o hammer-on/pull-of depois da primeira frase aos 00:08 de música.

Marcha Turca ao estilo heavy metal.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Hayek X Keynes. Podia ser Heavy Metal.

Um trabalho genial do site econstories que coloca frente a frente dois economistas proeminentes, mas de teorias opostas. De um lado está Keynes, que defende um Estado grande e intervencionista, de outro está Hayek, que defende um Estado liberal e a liberdade de escolha. O único porém do video é o fato de estar em rap, um estilo medonho de música (se é que é algo acima de um barulho). Se estivesse em heavy metal seria bem melhor.



Para quem não entende perfeitamente em inglês (como eu), aqui está a letra.

We’ve been going back and forth for a century
[Keynes] I want to steer markets,
[Hayek] I want them set free
There’s a boom and bust cycle and good reason to fear it
[Hayek] Blame low interest rates.
[Keynes] No… it’s the animal spirits


[Keynes Sings:]


John Maynard Keynes, wrote the book on modern macro
The man you need when the economy’s off track, [whoa]
Depression, recession now your question’s in session
Have a seat and I’ll school you in one simple lesson


BOOM, 1929 the big crash
We didn’t bounce back—economy’s in the trash
Persistent unemployment, the result of sticky wages
Waiting for recovery? Seriously? That’s outrageous!


I had a real plan any fool can understand
The advice, real simple—boost aggregate demand!
C, I, G, all together gets to Y
Make sure the total’s growing, watch the economy fly


We’ve been going back and forth for a century
[Keynes] I want to steer markets,
[Hayek] I want them set free
There’s a boom and bust cycle and good reason to fear it
[Hayek] Blame low interest rates.
[Keynes] No… it’s the animal spirits


You see it’s all about spending, hear the register cha-ching
Circular flow, the dough is everything
So if that flow is getting low, doesn’t matter the reason
We need more government spending, now it’s stimulus season


So forget about saving, get it straight out of your head
Like I said, in the long run—we’re all dead
Savings is destruction, that’s the paradox of thrift
Don’t keep money in your pocket, or that growth will never lift…


because…


Business is driven by the animal spirits
The bull and the bear, and there’s reason to fear its
Effects on capital investment, income and growth
That’s why the state should fill the gap with stimulus both…


The monetary and the fiscal, they’re equally correct
Public works, digging ditches, war has the same effect
Even a broken window helps the glass man have some wealth
The multiplier driving higher the economy’s health


And if the Central Bank’s interest rate policy tanks
A liquidity trap, that new money’s stuck in the banks!
Deficits could be the cure, you been looking for
Let the spending soar, now that you know the score


My General Theory’s made quite an impression
[a revolution] I transformed the econ profession
You know me, modesty, still I’m taking a bow
Say it loud, say it proud, we’re all Keynesians now


We’ve been goin’ back n forth for a century
[Keynes] I want to steer markets,
[Hayek] I want them set free
There’s a boom and bust cycle and good reason to fear it
[Keynes] I made my case, Freddie H
Listen up , Can you hear it?


Hayek sings:


I’ll begin in broad strokes, just like my friend Keynes
His theory conceals the mechanics of change,
That simple equation, too much aggregation
Ignores human action and motivation


And yet it continues as a justification
For bailouts and payoffs by pols with machinations
You provide them with cover to sell us a free lunch
Then all that we’re left with is debt, and a bunch


If you’re living high on that cheap credit hog
Don’t look for cure from the hair of the dog
Real savings come first if you want to invest
The market coordinates time with interest


Your focus on spending is pushing on thread
In the long run, my friend, it’s your theory that’s dead
So sorry there, buddy, if that sounds like invective
Prepare to get schooled in my Austrian perspective


We’ve been going back and forth for a century
[Keynes] I want to steer markets,
[Hayek] I want them set free
There’s a boom and bust cycle and good reason to fear it
[Hayek] Blame low interest rates.
[Keynes] No… it’s the animal spirits


The place you should study isn’t the bust
It’s the boom that should make you feel leery, that’s the thrust
Of my theory, the capital structure is key.
Malinvestments wreck the economy


The boom gets started with an expansion of credit
The Fed sets rates low, are you starting to get it?
That new money is confused for real loanable funds
But it’s just inflation that’s driving the ones


Who invest in new projects like housing construction
The boom plants the seeds for its future destruction
The savings aren’t real, consumption’s up too
And the grasping for resources reveals there’s too few


So the boom turns to bust as the interest rates rise
With the costs of production, price signals were lies
The boom was a binge that’s a matter of fact
Now its devalued capital that makes up the slack.


Whether it’s the late twenties or two thousand and five
Booming bad investments, seems like they’d thrive
You must save to invest, don’t use the printing press
Or a bust will surely follow, an economy depressed


Your so-called “stimulus” will make things even worse
It’s just more of the same, more incentives perversed
And that credit crunch ain’t a liquidity trap
Just a broke banking system, I’m done, that’s a wrap.


We’ve been goin’ back n forth for a century
[Keynes] I want to steer markets,
[Hayek] I want them set free
There’s a boom and bust cycle and good reason to fear it
[Hayek] Blame low interest rates.
[Keynes] No it’s the animal spirits





“The ideas of economists and political philosophers, both when they are right and when they are wrong, are more powerful than is commonly understood. Indeed the world is ruled by little else. Practical men, who believe themselves to be quite exempt from any intellectual influence, are usually the slaves of some defunct economist.”


John Maynard Keynes
The General Theory of Employment, Interest and Money





“The curious task of economics is to demonstrate to men how little they really know about what they imagine they can design.”


F A Hayek
The Fatal Conceit

O monstro de Berkeley.

Scott Henderson na opinião deste blog é o melhor guitarrista do mundo (não o favorito) e junto com o também monstro Steve Bailey apresentam um proposta músical oposta à apresentada pelo Planet X no post anterior. Qual é melhor? Não sei. Qual eu gosto mais? Sou mais o que Scott Henderson faz.

Vejam e tirem suas conclusões.

Virtuosismo ao extremo.

Julgar uma banda pela sua musicalidade é uma tarefa ingrata e nem tenho a pretensão de fazê-lo aqui. Digo apenas que música não é só inspiração como muitas pessoas pensam (geralmente quem não entende nada de música), expiração é talvez até mais importante. É preciso sentar a bunda na cadeira e estudar. Kishimoto disse que há os gênios de talento e os gênios de esforço, eu sei que os integrantes do Plant X são geniais, de talento apenas imagino que sim, mas de esforço, eu tenho certeza que sim. A complexidade da música chega a ser covarde, padrões rítmicos e técnica de outro mundo com uma melodia extremamente intricada, praticamente impossivel de se colocar uma linha vocal. Não vou discutir com quem argumenta que não há feeling na música, só não posso admitir que menosprezem a qualidade dos músicos.
Aqui vai uma amostra do que o Planet X pode fazer.